Dicas existem muitas por aí – e também por aqui, claro! – quando o assunto é a prova de redação do Enem. Mas, que tal ler orientações bem precisas de alguém ligado diretamente ao trabalho de correção? Nesse post, trazemos dicas e sugestões, em relação à execução de uma boa redação para o ENEM e para o vestibula, do professor Reginaldo P. de Carvalho, da Universidade de São Paulo – USP, da área de Língua Portuguesa e Coordenador das correções de Redação do ENEM.
Os critérios da correção no Enem, segundo quem entende BEM do assunto
Uma boa redação começa com um bom título!
Notaram que, no título acima, vocês foram provocados à leitura? A afirmação é taxativa, convincente e, se você quer fazer uma boa redação e tem dificuldades com o título, a probabilidade de que continue a leitura do texto é quase de 100 por cento.
Tal qual uma boa manchete de jornal, assim deve ser um título em uma redação: instigante, provocador.
Tunísia… Egito: Tem cheiro de tema pairando no ar…
No mundo globalizado em que você, que fará a prova do Enem, está vivendo, é bom ficar de olhos abertos para não deixar escapulir boas oportunidades. Quem viu todo o bafafá (palavra antiga, mas que ainda consta nos dicionários) que rolou (essa é bem nova, mas se eu fosse você evitaria usar qualquer uma das duas uma prova do Enem, devido à sua coloquialidade excessiva) e ainda está rolando lá pelas bandas do Oriente Médio, já deveria estar fazendo a sua coleção de recortes.
Eis aí um dos temas em que eu apostaria como provável para inspirar várias questões no Enem.
Períodos longos? Nem pensar! Vá direto ao ponto!
Em todas as dicas para uma boa dissertação, você já deve ter lido uma que é recorrente: evitar períodos longos. Esta orientação, no entanto, é dada, muitas vezes, sem uma justificativa, como se fosse uma ordem, pura e indiscutível.
Qual a razão para a não construção de períodos excessivamente longos? Em quê isso contribui para uma dissertação de qualidade? A resposta é bem simples…
Qual o melhor livro de Gramática?
Na prova de Códigos da Linguagem, no Enem, o conhecimento do aluno é testado sob um critério muito mais funcional e instrumental do que conceitual. O que isso significa? Que você não deverá demonstrar que DECOROU conceitos da Gramática, mas sim que COMPREENDE a aplicabilidade e a função das estruturas na Língua Portuguesa. Isso não quer dizer, portanto, que o hábito de ter uma Gramática por perto está dispensado. É justamente o contrário. Trata-se de utilizar o INSTRUMENTO com inteligência, livrando-se daquele hábito do decoreba sem sentido. Mesmo porque nosso idioma é complexo, com regras extensas e até mesmo especialistas costumam confundir-se em seu emprego. O uso do hífen, após a introdução da Reforma Ortográfica que o diga.
Surge, então, uma pergunta: qual a melhor Gramática?
Que tal um rápido exercício?
A proposta desse exercício, que é realizado no Curso de Redação para o Enem é bem simples. Em tempos em que a moda é “surfar” pelas ondas da informação, chamo de “navegar em outras ondas” ou “dando star no antitema”. Para fazê-lo, inicialmente, você terá que prometer só clicar em “Leia Mais” após obedecer ao que se pede no exercício. Pronto? Vamos lá?
Então, reflita com sinceridade e atenção sobre a questão: Qual é o assunto sobre o qual você julga possuir informações extremamente reduzidas ou pouquíssimo interesse? Por exemplo, quel é o tema a respeito do qual você jamais se imaginaria lendo um livro? Ou, nas páginas dos jornais, qual é a seção que você pula, não dedicando a ela nem mesmo uma passagem de olhos? Imagine um tema que jamais seria introduzido por você em uma conversa com os amigos.
Pensou? Então, escreva em uma folha de papel em branco qual é este assunto. Agora, clique em “Leia Mais” e complete o exercício.
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Zero na redação! Como assim!?
Segundo dados do MEC, cerca de 14 mil alunos tiveram as suas provas de redação anuladas, no Enem 2010. Um número bastante alto. Em meio aos inúmeros problemas já apresentados na organização do processo, como questões erradas, gabaritos trocados, fraudes, má qualificação de aplicadores em diversas regiões, desinformação geral, panes técnicas nos sites oficiais, dentre outras, ficou pairando no ar a incerteza quanto a mais este capítulo da novela: afinal, os estudantes realmente teriam errado ou seria mais um equívoco da equipe que coordena o Exame Nacional do Ensino Médio?
O que merece crítica, sem dúvida, é o fato do MEC não aceitar a revisão de provas. Esse deveria, sim, ser um direito de todos, como cidadãos que se sentem de alguma forma prejudicados e que, por qualquer razão, desconfiam da idoneidade e segurança de um processo. Diversos alunos reiteraram, junto aos órgãos de Imprensa que não teriam infringido nenhuma dos critérios que levariam um candidato a “zerar” a nota na prova de redação.
Controvérsias à parte, já que não temos poder de decisão sobre a questão, que tal saber, então, quais são estes critérios? Vamos a eles?
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Como são corrigidas as provas do Enem?
Pelo site Redação Criativa (www.redacaocriativa.com.br), é muito comum os internautas perguntarem como são os critérios para a correção da prova do Enem. Vamos explicar aqui, minuciosamente. Lembrando que esses critérios valeram para a prova de 2010. Mas, como, em matéria de Enem, a metamoforse ambulante pode atacar a qualquer momento, é sempre bom ficar atento, para estar por dentro das mudanças. O melhor lugar para ficar bem informado? Aqui, é claro!




